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3º Juizado de Violência Doméstica amplia agilidade na proteção às mulheres em Boa Vista

3º Juizado de Violência Doméstica amplia agilidade na proteção às mulheres em Boa Vista

Unidade instalada no Fórum Criminal Ministro Evandro Lins e Silva redistribui demandas e acelera a análise de medidas protetivas / Foto: Nucri/TJRR /

A ampliação da rede judicial de proteção às mulheres em Roraima ganhou um novo capítulo com a instalação do 3º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, que passa a funcionar no Fórum Criminal Ministro Evandro Lins e Silva, em Boa Vista. Integrada à estrutura do primeiro grau, a nova unidade surge como resposta à crescente demanda por tutela judicial em casos de violência doméstica, ampliando a capacidade de atendimento do Judiciário estadual.

Com a criação do novo juizado, o Judiciário promove uma redistribuição mais equilibrada dos processos hoje concentrados nos dois juizados já existentes, contribuindo para maior fluidez na tramitação, especialmente na apreciação de medidas protetivas de urgência e na realização de atos processuais.

Durante a solenidade de instalação, o presidente do TJRR, desembargador Leonardo Cupello, destacou que a iniciativa está alinhada a uma gestão voltada a enfrentar desafios sociais sensíveis com ações concretas.

“Vivemos uma realidade preocupante em todo o país no que diz respeito à violência doméstica. A instalação do 3º Juizado é uma resposta necessária a esse cenário e permitirá que os processos tenham andamento mais adequado, com atenção especial às mulheres que buscam proteção do Judiciário”, afirmou.

Os dados evidenciam a dimensão da demanda. Apenas em 2025, o Painel de Monitoramento do TJRR registrou cerca de 2.920 medidas protetivas. No mesmo período, o 1º Juizado contabilizou 2.585 procedimentos, enquanto o 2º Juizado somou 2.547 casos.

Para a juíza Suelen Alves, coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), a nova unidade amplia a capacidade de resposta do sistema de Justiça.

“A criação do terceiro juizado permite reorganizar o fluxo processual e enfrentar gargalos existentes, especialmente na pauta de audiências e na prática dos atos judiciais. A expectativa é oferecer um atendimento ainda mais prioritário às mulheres em situação de violência”, explicou.

Titular do 3º Juizado, a juíza Anita Lima ressaltou que a unidade atua tanto na concessão de medidas protetivas quanto na condução dos processos criminais, assegurando proteção efetiva às vítimas.

“As mulheres podem buscar medidas que afastem o agressor, impeçam contato e garantam segurança no ambiente familiar. Além disso, atuamos nos processos criminais envolvendo ameaças, lesões corporais, injúrias e outras condutas que exigem resposta judicial adequada”, destacou.

Serviço | Rede de proteção à mulher

Qualquer mulher em situação de violência pode buscar apoio por meio dos canais da rede de proteção:

  • Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 (24h)
  • Polícia Militar – 190 (em situações de perigo imediato)
  • Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM – Boa Vista) – Atendimento 24h na Casa da Mulher Brasileira (Rua Uraricoera, s/n, São Vicente). No interior, o atendimento ocorre nas delegacias locais
  • Delegacia Virtual – Registro de ocorrência on-line no site da Polícia Civil de Roraima
  • Casa da Mulher Brasileira (Boa Vista) – Atendimento psicossocial: (95) 99122-1956 / (95) 3198-9651
  • CHAME (Assembleia Legislativa) – Zap Chame: (95) 98402-0502 (24h)
  • Aplicativo BV Protege – Acionamento de socorro com envio de localização
  • Defensoria Pública do Estado (DPE-RR) – Assistência jurídica gratuita: Rua Cecília Brasil, 269, Centro.

MAIRON COMPAGNON

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