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Debate na Comissão de Relações Exteriores destaca preocupação de Albuquerque com segurança das fronteiras em Roraima

Debate na Comissão de Relações Exteriores destaca preocupação de Albuquerque com segurança das fronteiras em Roraima

Deputado Albuquerque: “O Brasil precisa saber quem está entrando em seu território. Não se trata apenas de acolhimento, mas de garantir segurança para a população” / Foto: Divulgação /

A reunião desta quarta-feira (8) da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados foi marcada por um embate direto entre Albuquerque (Republicanos-RR) e Arlindo Chinaglia (PT-SP), com forte ênfase na crise migratória venezuelana e seus reflexos na segurança pública em Roraima.

Relator de um projeto de lei que trata de medidas relacionadas à política migratória e ao controle de entrada de estrangeiros no país, Albuquerque utilizou a discussão para reforçar a urgência do tema. Em tom firme, o parlamentar alertou para o que classificou como uma situação crítica nas áreas de fronteira, destacando que a entrada de estrangeiros sem documentação adequada representa um risco à segurança.

“O Brasil precisa saber quem está entrando em seu território. Não se trata apenas de acolhimento, mas de garantir segurança para a população”, afirmou. Segundo ele, a ausência de controle efetivo dificulta a identificação de imigrantes, o que pode abrir brechas para a atuação de organizações criminosas.

O deputado ressaltou que Roraima, por sua localização estratégica, concentra a maior parte do fluxo migratório venezuelano e enfrenta uma realidade distinta do restante do país. Ele citou a sobrecarga nas forças de segurança e a dificuldade de realizar triagens eficientes diante do volume de entradas, o que, em sua avaliação, compromete a capacidade de resposta do Estado.

Como relator da proposta em debate, Albuquerque defendeu o fortalecimento dos mecanismos de controle migratório, com maior rigor na identificação de estrangeiros, integração entre órgãos de segurança e ampliação da presença federal na região de fronteira.

Em contraponto, Arlindo Chinaglia adotou uma postura mais cautelosa, defendendo que a discussão não pode resultar em estigmatização de imigrantes. O parlamentar destacou a necessidade de equilibrar medidas de controle com o respeito aos direitos humanos e aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.

O debate evidenciou a complexidade do tema, que envolve segurança, política migratória e responsabilidade humanitária. No centro da discussão, permanece o desafio de conciliar o controle das fronteiras com a realidade enfrentada por estados como Roraima, que vivem, na prática, os efeitos diretos da crise migratória.

DA REDAÇÃO
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