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OPERAÇÃO GEMINUS: MPRR denuncia 12 pessoas por organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

Publicada em: 22/05/2026 12:48 -

De acordo com a denúncia, o grupo atuava de forma estruturada e permanente, ao menos desde 2024 / Foto: Divulgação /

O Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR) denunciou 12 pessoas investigadas na Operação Geminus, deflagrada em março deste ano pela Polícia Civil, pelos crimes de organização criminosa, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

A denúncia foi ajuizada nesta sexta-feira, 22 de maio, pela Promotoria de Justiça Especializada em Tráfico de Drogas, Crimes Decorrentes de Organizações Criminosas e Crimes de Lavagem de Capitais.

Conforme a denúncia, o grupo atuava de forma estruturada e permanente, ao menos desde 2024, com divisão de tarefas e atuação voltada ao tráfico de drogas e à ocultação de valores ilícitos. As investigações apontam que a organização criminosa era liderada pelos irmãos N.D.F.M. e G.F.M., responsáveis pela coordenação das operações, articulação dos integrantes, disponibilização de imóveis, veículos e recursos financeiros, além da movimentação e ocultação de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.

Segundo o MPRR, um imóvel de alto padrão no bairro Caranã era utilizado como depósito de drogas. No local, a Polícia Civil apreendeu aproximadamente 270 quilos de skunk, distribuídos em 260 tabletes. A droga estava escondida em meio a sacos de estopa e estrume bovino, estratégia utilizada para disfarçar o odor do entorpecente.

As investigações indicam ainda que a droga era transportada por via aérea até pistas clandestinas em Roraima. A partir daí, integrantes do grupo realizavam o armazenamento, transporte e distribuição da carga ilícita. Conversas extraídas de aparelhos celulares, movimentações financeiras, relatórios telemáticos e apreensões embasaram a denúncia apresentada pelo MPRR.

A esposa de um dos investigados, T.S.L.S., exercia função estratégica no núcleo patrimonial e logístico da organização. Conforme apurado, ela administrava o imóvel utilizado como “mocó” para armazenamento da droga, controlava o acesso ao local e também teria utilizado empresa de fachada para recebimento de valores ilícitos, incluindo o montante de R$ 510 mil relacionado à carga apreendida. A investigação aponta ainda que imóveis locados por meio de plataformas digitais eram utilizados pelo grupo como pontos de encontro e apoio operacional.

Também foram identificadas movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados. O grupo teria movimentado aproximadamente R$ 77,8 milhões por meio de empresas de fachada, contas de terceiros, transferências fracionadas e aquisição de bens em nome de pessoas interpostas, com o objetivo de ocultar a origem dos recursos ilícitos.

O Promotor de Justiça Carlos Alberto Melotto destacou a importância da denúncia para o enfrentamento ao crime organizado. “Os elementos reunidos nas investigações apontam para uma organização criminosa muito bem estruturada. O MP busca justamente romper essa cadeia criminosa uma vez que a responsabilização dos envolvidos é fundamental para desarticular e impedir a continuidade das atividades ilícitas”, ressaltou o Promotor.

O MPRR requer a condenação dos denunciados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme a participação atribuída a cada investigado.  

FONTE: PORTAL MPRR


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