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Polícia Federal e Receita Federal apuram esquema de corrupção na fronteira Brasil-Guiana

A Operação Zaqueu cumpriu cinco mandados de busca e apreensão contra servidores públicos que cobravam até R$ 10 mil para liberar mercadorias

Polícia Federal e Receita Federal apuram esquema de corrupção na fronteira Brasil-Guiana
As apurações apontam para possíveis crimes de corrupção passiva, concussão, facilitação ao contrabando ou descaminho, associação criminosa e lavagem de capitais (Fotos: Divulgação)

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (20), a Operação Zaqueu, com o objetivo de investigar um suposto esquema criminoso envolvendo servidores públicos e particulares que atuariam na região de fronteira entre Brasil e Guiana.

A investigação apura indícios de que servidores públicos teriam, em tese, utilizado suas funções para solicitar ou exigir vantagens indevidas de comerciantes, de transportadores e de pessoas envolvidas na internalização de mercadorias provenientes da Guiana, em troca da facilitação de procedimentos de fiscalização aduaneira.

O suspeitos chegaram a cobrar R$ 10 mil em troca da facilitação de procedimentos de fiscalização aduaneira.

Os alvos da operação foram identificados como Oberdan Santana, Inês Buckley da Silva, Juan Santiago Medina Paino, Wendell Rodrigues Santana e Tatiane Almeida Batista.

De acordo com colaboradores da investigação, inicialmente era exigido o pagamento de aproximadamente R$ 1 mil por ônibus, no caso das excursões em que as pessoas vinham de Manaus (AM) até Bonfim (RR). O valor, porém, foi elevado posteriormente para R$ 3 mil, chegando, em ocasiões posteriores, às quantias de R$ 7 mil e até R$ 10 mil.

As apurações apontam para possíveis crimes de corrupção passiva, concussão, facilitação ao contrabando ou descaminho, associação criminosa e lavagem de capitais, sem prejuízo de outras infrações penais que venham a ser identificadas ao longo da investigação.

Na ação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares determinadas pela Justiça Federal, visando à coleta de elementos probatórios.

A operação conta com o apoio institucional da Receita Federal do Brasil.

FONTES: PORTAL PF e PORTAL METRÓPOLES

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