Player
Tocando Agora
Carregando...
Web Rádio Opinativa

Jorge Everton defende diálogo entre os poderes para enfrentar desafios de Roraima

Presidente da ALE-RR também informou que vai acompanhar em Brasília a liberação de R$ 115 milhões referentes às despesas do Estado com o atendimento a migrantes venezuelanos

Jorge Everton defende diálogo entre os poderes para enfrentar desafios de Roraima
Jorge Everton concedeu, neste domingo (1º), entrevista ao programa Agenda da Semana, apresentado pelo economista Getúlio Cruz, na Rádio Folha FM (Foto: Divulgação)

O presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), deputado Jorge Everton (União Brasil), afirmou neste domingo (1º) que o Poder Legislativo roraimense pretende trabalhar pela governabilidade do Estado, além de reforçar a importância do diálogo institucional e da participação do Poder Legislativo na construção de soluções para os desafios econômicos e administrativos do Brasil.

Em entrevista ao economista Getúlio Cruz, na Rádio Folha, o chefe do Legislativo defendeu a união dos Poderes após o período eleitoral. “A eleição acabou, todo mundo tem que descer do palanque e juntar forças pelo mesmo objetivo”, declarou.

Um dos exemplos, apontados pelo deputado, sobre a disposição de diálogo do Poder Legislativo foi o encaminhamento de uma cópia da proposta da Lei Orçamentária Anual (PLOA) ao governador eleito, Arthur Henrique (PL), para que a equipe de transição possa conhecer, analisar e apresentar sugestões ao planejamento financeiro do Estado para 2027. Segundo Jorge Everton, a iniciativa permite que a futura gestão participe antecipadamente da discussão sobre o orçamento que irá orientar sua administração.

O presidente relembrou que recebeu a visita de Arthur Henrique em uma conversa “cordial e republicana”. “Essa dificuldade ele não vai encontrar por parte da Assembleia, porque nós temos o mesmo objetivo. O governador foi eleito pela vontade do povo e ela tem que ser respeitada”, afirma.

Jorge Everton lembrou ainda que, acompanhado da presidente da Comissão do Orçamento, deputada Catarina Guerra, e do relator da LOA, deputado Renato Silva, esteve essa semana com os demais chefes dos Poderes. Segundo o deputado, todos eles moderaram suas expectativas diante do cenário fiscal. “É um novo governo que precisa do apoio e da união de todos, para que o Estado não volte a viver tempos sombrios”, ressalta.

Por fim, o presidente informou que o PLOA também será aberto à participação popular, com sugestões de emendas que poderão ser acolhidas pelo relator.

ARTICULAÇÃO EM BRASÍLIA

O deputado também anunciou que vai acompanhar a votação no Congresso Nacional, prevista para terça-feira (3), do repasse de R$115 milhões referentes às despesas do Estado com o atendimento a migrantes venezuelanos. O relator da matéria no Congresso é o senador Eduardo Braga.

De acordo com Jorge Everton, o recurso deve chegar a Roraima até o início de dezembro e vai garantir o pagamento dos salários até o fim do ano, permitindo que o novo governo comece a gestão em melhores condições. Ele ressaltou que o Fundo de Participação dos Estados (FPE) cresceu mais de 20% neste mês, movimento típico do período, mas alerta que 2027 será “um ano de dificuldades e exigirá gestão rigorosa dos números”.

Ao ser questionado sobre o peso da folha de pessoal, que se aproxima de 50% do orçamento de cerca de R$10 bilhões, Jorge Everton defendeu que não haja cortes no funcionalismo público estadual, ressaltando a importância dos servidores para o funcionamento da máquina administrativa.

“Eu não gosto dessa ideia de falar em corte de pessoal e em sacrificar o servidor público. O servidor público é essencial para que a máquina administrativa trabalhe”, pondera.

Para ele, o caminho passa por reduzir o tamanho da estrutura administrativa. “A máquina está muito pesada. Sempre fui contra a criação de secretarias em excesso, porque engessa o Estado. Nós temos 45 secretarias, e precisamos enxugar”, avalia. Ele também defende a licitação de contratos hoje pagos de forma indenizatória, para que despesas possam ser custeadas com recursos federais e deixem de pesar sobre o orçamento próprio.

Ao tratar dos atrasos no pagamento de profissionais terceirizados e contratados como pessoa jurídica na saúde, o deputado afirma que o problema é antigo. Ele informou que vai se reunir com médicos e com o secretário de Saúde em busca de solução. “Os profissionais de saúde não são vilões. No Covid, chamavam eles de heróis. Isso é prioridade”, reforça.

Relator da CPI da Saúde, ele propõe que a fiscalização passe a ser feita de forma permanente pelas comissões temáticas. “Não dá para a Assembleia viver de CPI. Nós podemos fazer gestão pelas comissões”, sustenta.

CONCURSO DA ALE-RR

Durante a entrevista, Jorge Everton também respondeu questionamentos de ouvintes sobre a convocação dos aprovados no concurso público da Assembleia Legislativa. O presidente afirmou que a intenção é nomear 100% dos candidatos aprovados dentro do número de vagas previstas no edital.

Ele explicou ainda que, em razão das restrições previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal para o encerramento do mandato, as nomeações só poderão ocorrer após o dia 1º de janeiro. “Então, nós iremos fazer a convocação no início de 2027, para que eles possam fazer exame médico, exame de saúde, e marcar a posse o quanto antes”, completou.

O parlamentar informou ainda que trabalha para viabilizar a ampliação das nomeações, podendo chegar a até duas vezes o número de vagas inicialmente ofertadas, incluindo candidatos do cadastro de reserva. Para isso, aguarda uma previsão orçamentária que permita realizar as convocações adicionais.

DA REDAÇÃO

Comentários

Comentário enviado com sucesso!
Carregando comentários...
Na SofrênciaPauta do Dia